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O NASCIMENTO DE UMA SUBMISSA

Debatia, gritava... Mãos fortes me seguravam... Fui posta num banco traseiro de um carro... Não sabia se nascia ou morria naquele dia...



Na época eu tinha quase 19 anos, mas parecia ter bem menos: miudinha, quase sem seios, não lembrava sequer o que era menstruação. Vivia nas ruas, tinha família, mas não sabia mais quem era. Apesar da vida na rua, cheirando cola, ainda me mantinha virgem. Estranho, porem verdadeiro, dois anos de rua, cheirando cola, fazendo pequenos furtos e nunca havia entregue meu corpo. Fugira de casa pra que isso não acontecesse, pois sua mãe pouco importava com as investidas do seu padrasto, achava ate natural.



Não sei por quanto tempo aquele carro rodou... As mãos que me seguravam faziam carinho em meus cabelos... Devagar fui perdendo o medo, embalado por aquele carinho e pelo movimento do carro... Adormeci naqueles braços, fortes e gordos. Os seios dela eram enormes. Havia um casal no carro, eles iam à frente, porem pouco falava, e eu nem percebi sua presença.



Chegamos a algum lugar a noite, não dava pra ver direito. Fui acordada, devagarzinho, desci do carro meia sonolenta, meio confusa, era uma casa de fazenda, dessas antigas... fui levada a um quarto, onde dormi, não sei quanto tempo. Durante umas duas semanas tive crises de abstinência..pouco lembro, mas algumas coisas, alguns xingamentos ficavam entre algo como um sonho ou realidade: -sua puta, vagabunda...viciada... Vou te encher de tapas... Vou te bater tanto... E por outro lado, um carinho, um afago.... Lembro de ter mamado... Não podia ser lembranças passadas, pois minha mãe era mirrada, seca e branquela. Lembro de um seio grande, farto... Uma musica de ninar...



O dia atravessava pela janela, pela primeira vez observei o quarto onde estou... não sei que dia é hj, nem sei onde estou... me sinto bem. Olho pelas janelas...todas tem grade. Ainda deitada observo tudo... mobiliário simples, duas camas de solteiro, com a guarda alta...mosquiteiros preso ao teto. Ouço passos... finjo dormir. Sinto ela se aproximar... o cheiro de café... meu estomago ronca. Aquela mão que senti no carro me toica..abro os olhos de vagar...

_Acorda minha menina... sei que você esta acordada.. Lentamente abro os olhos. Não tenho medo dela, mas me encolho... È uma mulata forte, de uns cinquenta anos, ou mais. Tem na cintura um molho de chaves. Observo-a: seios grandes, cabelos negros, presos num coque...

- Vamos, menina, come, vai esfriar...faz quinze dias que sá tome leite.

_Eu.. a senhora.... as palavras se perdem na minha boca... Ela ri. Sim, essa velha ba ainda tem leite, dei pra você estes dias todos, se não você não aguentaria.

_Onde estou? Num abrigo? Numa clinica?

_ Não, você esta na propriedade de Dona Rosa e Sr Marcos.. É assim que deve chama-los... Eles lhe trouxeram pra cá...

- Mas eu não quero ficar, quero voltar pra rua.

- Você deixou de ter querer. Aqui todos queremos o seu bem, mas se você não se comportar, com certeza será castigada.

Ela saiu, trancando a porta por fora... Num ataque de fúria joguei a bandeja no chão, gritei, quebrei alguns enfeites que estavam na estante... O meu destempero é tão grande, que nem percebo que ela volta, acompanhada de uma senhora, bem vestida, sá paro quando percebo uma dor fina na minha bunda

_Para sua vadia, já esta na hora de se comportar, ou então deixarei você num quarto escuro. Isso sá me enfureceu. Joguei o que tinha na direção dela, ela se virou rápido.. deu outra chicotada, outra e mais outra... a dor era horrível

_sua cadela, você tem que entender que agora você é minha, e que vai se comportar do jeito que quero.

- não sou sua, gritei, não sou..quero ir embora, quero sair daqui... falei quase chorando... sentei no chão. Senti aquelas mãos me ajudarem a levantar... deitada de bruços, sá percebi o que faziam quando senti um pico no meu traseiro.... o sono veio.. povoado de coisas insanas, de devaneios..ou de realidade...



Querem que eu continue... me escreva

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